Coordenador e ex-diretores são indiciados por esquema de funcionários fantasma

Segundo levantamento da Polícia os prejuízos estimados são de mais R$170 mil, a justiça indeferiu pedido de prisão e bloqueio de bens dos indiciados

 

Da Redação

 

Em coletiva realizada ontem dia 22, a Polícia Civil detalhou como funcionava o esquema que desencadeou a Operação Espectro, que apura a existência de funcionários fantasmas na Administração Pública. Nessa etapa o alvo foi a desarticulação de esquema  na Assembleia Legislativa do Tocantins (AL).

 

Segundo a Polícia Civil, dois ex-diretores da AL, são suspeitos de participarem do esquema. Detalhes foram descobertos após a apreensão do celular de um dos envolvidos. Foram indiciados: o advogado e ex-diretor Geral da AL, Antonio Ianowich, o ex-Diretor de Modernização Tecnológica Danilo Parente Barros e o coordenador de Almoxarifado e Estoque, Flávio Negreiros Alves.

 

O inquérito esta sendo conduzido pela Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial contra a Administração Pública foi instaurado atendendo a uma requisição do Ministério Público, que pediu a prisão preventiva e temporária, busca e apreensão, suspensão de função pública, bloqueio de bens e condução coercitiva - quando os investigados são levados para depor - mas todos os pedidos foram negados. Para o delegado Guilherme Rocha, a decisão da justiça, limitou a investigação. “Respeitamos o entendimento do juiz da 3ª Vara Criminal de Palmas, disse o delegado.

 

O esquema

No início do ano passado, o Legislativo publicou no Diário Oficial diversos atos que haviam ocorrido no período de recesso. Na publicação, do dia 1º de fevereiro de 2017, constava o Decreto nº 998 de 2016, nomeando o funcionário Danilo Parente para gerir a Diretoria de Modernização Tecnológica da Assembleia. O que chamou atenção da imprensa foi o fato da exoneração ter sido feita no mesmo ato e da nomeação ser retroativa a janeiro de 2016, ou seja, ele teria a receber 12 meses de salário.

 

As investigações revelara que a organização era cp,posta pelo ex-diretor Geral da Assembleia, Antônio Ianowich, ele exerceu essa atividade de 2015 e 2017. O coordenador de Almoxarifado, Flávio Negreiros,  já Danilo Parente era o servidor fantasma. Ele recebeu de uma vez só cerca de R$ 170 mil referente a um ano de trabalho que ele não realizou.

 

Áudios comprovam que os suspeitos tentaram criar uma versão para justificar a situação. "Vai ter que fazer um ofício informando para a Assembleia que caiu dinheiro na sua conta, que foi mais que o esperado e que está com o dinheiro guardado na conta para devolver. Coloca a data dia 5 de janeiro porque foi nomeado dia 1º de novembro. Não com quantidade que caiu. Passou a mais e você quer devolver", Flávio Negreiros orienta Danilo Parente.

 

A Assembleia Legislativa publicou nota anunciando a exoneração do servidor Flávio Negreiros, coordenador de almoxarifado da Casa. Depois que em coletiva à imprensa a Polícia Civil informou que ele foi indiciado por suspeita de envolvimento em esquema de servidores fantasmas.  Em nota, a AL declarou que a demissão do servidor ocorreu para reafirmar o compromisso do órgão com a legalidade e a transparência de seus atos.

 

Integra da nota da AL

 

Operação Espectro da Polícia Civil: Assembleia reafirma compromisso com a legalidade e a transparência

 

Ao reafirmar seu compromisso com a legalidade e a transparência de seus atos, a Assembleia Legislativa informa o seguinte:

 

A Direção Geral desta Casa de Leis determinou a instauração de uma Comissão de Sindicância em 15 de fevereiro de 2017 para apurar possíveis desvios de conduta dos servidores Antônio Ianovich (ex-diretor geral), Flávio Negreiros (coordenador de almoxarifado) e Danilo Parente Barros, supostamente envolvidos na nomeação irregular do último para o cargo de diretor de Modernização Tecnológica.

 

Após a apuração das denúncias, a Assembleia enviou o processo ao Ministério Público Estadual para as devidas providências.

 

Na época, entretanto, não ficou comprovada pela Comissão de Sindicância a participação de Flávio Negreiros nas supostas irregularidades, fato que só veio à tona nesta data, após a conclusão do inquérito instaurado pela Polícia Civil.

Desta forma, após tomar conhecimento da suposta participação de Flávio Negreiros em atos ilícitos, a Assembleia Legislativa decidiu exonerá-lo imediatamente.

 

Vale ressaltar que a coletiva de imprensa convocada pela Polícia Civil nesta quinta-feira se refere a atos administrativos praticados pelo ex-diretor geral da Assembleia Antônio Ianovich, ocorridos no ano de 2016 e início de 2017 na gestão anterior.

 

A atual gestão do Legislativo estadual já abriu processo licitatório para a contratação e instalação de um sistema de registro biométrico de frequência eletrônica na Assembleia, com vistas a garantir o controle mais eficaz do cumprimento da jornada de trabalho de todos os servidores da Casa e tornar mais eficiente o serviço prestado à população.

 

Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins

Diretoria de Comunicação.

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