FDA aprova primeira terapia genética contra o câncer nos EUA

Agência reguladora americana dá sinal verde para tratamento que usa células alteradas do próprio paciente e é última esperança para casos incuráveis

 

Com Epoca Negócios e Agências


A Administração de Alimentos e Drogas dos EUA (FDA, na sigla em inglês) deu o sinal verde nesta quarta-feira para a comercialização da primeira terapia genética contra o câncer no país. Com o nome comercial de Kymriah (tisagenlecleucel), o tratamento usa uma técnica chamada CAR-T (sigla, também em inglês, para “receptor de antígeno quimérico de células T”) para introduzir um anticorpo em células de defesa do organismo do próprio paciente, as mencionadas células T de seu acrônimo, para que reconheçam, e ataquem, as células cancerosas.

 

O Kymriah e outras terapias que usam a mesma técnica são vistos como última esperança para vítimas de cânceres até agora incuráveis. São casos como o da menina americana Emily Whitehead, que em 2012, aos seis anos, estava à beira da morte, sofrendo com um tipo de leucemia particularmente agressivo, recorrente e refratário aos tratamentos convencionais, conhecida como leucemia linfoblástica aguda (LLA) recorrente/refratária das células B (outro tipo de célula do sistema imunológico que tem em sua superfície uma proteína chamada CD19, alvo da alteração com a técnica CAR-T).

 


Tratada com as células modificadas, Emily, hoje com 12 anos, está livre da doença, assim como 52 outros pacientes que participaram de ensaios clínicos da terapia. O sucesso dos testes levou um painel de dez especialistas, no mês passado, a recomendar por unanimidade à FDA a aprovação do tratamento. Diante disso, a agência reguladora decidiu hoje liberar o uso do Kymriah em pessoas com até 25 anos que esteja sofrendo com a versão refratária da LLA ou no segundo ou mais episódio de recidiva, isto é, volta da doença.

 

"Estamos entrando numa nova fronteira na inovação médica com a capacidade de reprogramar as células do próprio paciente pata atacar cânceres mortais", destacou Scott Gottlieb, comissário (chefe) da FDA. "Novas tecnologias como terapias genéticas e celulares têm o potencial de transformar a medicina, criando um ponto de inflexão na nossa capacidade de tratar e mesmo curar muitas doenças intratáveis. Na FDA, estamos comprometidos em ajudar a acelerar o desenvolvimento e revisão destes tratamentos inovadores que têm o potencial de salvar vidas."

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