Insatisfação repulsa e falta de credibilidade

Quadro Operários de Tarsila do Amaral Quadro Operários de Tarsila do Amaral

A eleição suplementar para governador do Tocantins que aconteceu no domingo dia 04, mostra uma realidade já constatada, a insatisfação dos eleitores para com a classe política. O alto índice de abstenções e de votos brancos e nulos, onde em algumas cidades superam os votos validos exige uma reflexão de todos

 

Por Antônio Coelho de Carvalho

 

 

Reflexo da perda de credibilidade nas instituições, entre elas os partidos políticos. Ele lideram todas as pesquisa de insatisfação confiabilidade e consequentemente seus representantes, os políticos.

 

Essa insatisfação não recai somente sobre a classe política, instituições tidas como eficiente e serias como ministério público, os níveis da justiça, policia, meios de comunicação e até instituições religiosas... é uma insatisfação generalizada um desalento.

 

E nada é ruim que não possa piorar. O segundo turno da eleições suplementar que acontecerá domingo dia 24/06, elevara ainda mais esse número, muitos dos órfãos dos candidatos eliminados não votarão. A obrigatoriedade do voto, vem mostrando que ele poder ser instrumento de mostrar a insatisfação.

 

Aqui no Tocantins trocamos de governador cinco vezes nos últimos dez anos. Desde 2008 passaram pelo cargo: Marcelo Miranda, Carlos Gaguim, Siqueira Campos, Sandoval Cardoso, Marcelo Miranda novamente e agora o presidente da Assembleia Legislativa Mauro Carlesse.

 

E nessa toada o eleitor não se sente representado, os interesse corporativos de grupos até mesmos alheio aos interesses do Estado, usando a máquina ao seu bel interesses, sendo esses não republicanos nem tão de interesses comum ao cidadão. Um laboratório ?, cobaias de interesses vil? O Tocantins não tem crescido, tem inchado. Em um futuro próximo os que hoje se encontram hoje em zona de conforto, com auxílios e penduricalhos em seus vencimentos, há de lembra que a aposentadoria pode não ser como se espera.

 

Não vamos aqui chover no molhado da importância do voto, mas em um Estado onde infelizmente a educação e o nível de conhecimento de sua população é muito baixa, não se pode cobrar muito. As pessoas estão perdidas, sem norte, o número de desempregados, os preços de todos os itens cada vez mais nas alturas (e sem inflação (?)), não é só o arroz, e feijão. A crise chegou na dita classe média, na gasolina, na eletricidade nos serviços...não se tem perspectivas melhoras.

 

O que vê, e que poderá ser constatado não somente aqui no Tocantins, mas em todo o Brasil os eleitores a se manifestarem sua rejeição à classe política, independentemente de partidos, e ao atual modelo de governo. Os partidos políticos envelheceram, o atual modelo, mostrou a sangria de jovens na vida partidária, após o voto aos 16 anos o interesse pela política não trouxe mais jovens. Conversando um jovem dia desses, ele relatou que os partidos se tornaram mais vis, mais vilões, mais desprezíveis, mais ignóbeis. A política (para o jovem) se transformou em algo asqueroso. Dela, ele (em geral) quer distância. A decepção da juventude é incontestável.

 

Depois conversando um senhor de meia idade, pai de família, trabalhador, também demostrou repulsa com a política e confessou votou nulo, e que no segundo turno não vai votar, fiquei muito tempo na fila, eu vou é assistir ao jogo da Copa, me confessou.

 

Intrínseco a tudo que foi levantado aqui está a essência de tamanha roubalheira, que contamina e transcende para um sentimento perigoso. O sentimento de um verdadeiro ódio, não só aos políticos, mas à política. Esse é o cenário perfeito para aqueles que desejam manter as coisas como estão.

 

Antônio Coelho de Carvalho é Jornalista

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