Delação da Camargo Corrêa e Eduardo Cunha porá fim em carreiras políticas

Alta cúpula da política nacional será afetada com as delações Alta cúpula da política nacional será afetada com as delações

Essas delações atingiram a alta cúpula da política nacional alcançaria mais de 200 políticos, Eduardo Cunha costura sua delação para livrar a família

 

Da Redação com Agências

 

Em fase final de negociação com a Procuradoria-Geral da República a delação de 40 executivos da Camargo Corrêa. A principal matéria da revista Veja dessa semana a diz que a construtora "promete até exumar o cadáver da Operação Castelo de Areia, que tinha a construtora no centro do escândalo – uma engrenagem que envolvia corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro – e que foi abortada pela Justiça."

Como já publicado interiormente a revista destaca ainda que "já se sabia que Temer aparecia 21 vezes nas planilhas, ao lado de outros figurões da República, como os ministros Gilberto Kassab (PSD) e Mendonça Filho (DEM) e os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Romero Jucá (PMDB)." Ainda segundo a reportagem, a superdelação também trará novos problemas para Antonio Palocci, principal interlocutor da empreiteira nas gestões do PT.

Os 77 executivos da Odebrecht concluíram, no início de dezembro, a assinatura dos acordos de delação premiada. O processo, que durou dois dias, incluiu ainda Emilio e Marcelo Odebrecht. Ainda em fase de depoimentos, há grande expectativa sobre as delações dos executivos, já que planilhas de distribuição de verba encontradas pela Polícia Federal na empresa citam mais de 200 políticos.

Como ainda não se tornaram publicas, uma das informações que vazaram dá conta de que o ex-diretor de Relações Institucionais da empresa Claudio Melo Filho teria dito que o presidente Michel Temer pediu R$ 10 milhões. Ainda de acordo com o delator, o valor foi pago em espécie ao braço direito de Temer, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Segundo o delator, o responsável por falar com agentes privados e "centralizar" as arrecadações financeiras ao PMDB seria Eliseu Padilha. "Ele atua como verdadeiro preposto de Michel Temer e deixa claro que muitas vezes fala em seu nome. Eliseu Padilha concentra as arrecadações financeiras desse núcleo político do PMDB para posteriores repasses internos", diz o delator.

Em 82 páginas, ele conta como a maior empreiteira do país comprou, com propinas milionárias, integrantes da cúpula dos poderes Executivo e Legislativo. Além de atingir Padilha e Temer, que pediu o dinheiro a Marcelo Odebrecht em 2014, segundo o depoimento, a delação cita também José Yunes, amigo de Temer há 50 anos e assessor especial do presidente da República, que já pediu demissão no final do ano passado.

 

Delação de Eduardo Cunha

O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), cassado e preso há mais de três meses teve muito tempos para pensar. Ele teria definido contagem regressiva para começar a discutir a sua delação premiada. Insatisfeito com a possibilidade de prisão de seus familiares, através de recados na direção do governo federal, Cunha estaria avaliando se seus antigos aliados continuam ou não fiéis a ele. Se até o fim deste mês ele constatar que foi abandonado, Cunha estaria então disposto a dar início aos acordos para a delação, de acordo com o Estado de S. Paulo.

Cunha está devendo pelo menos R$ 550 mil a seus advogados. Ele estaria com dificuldades de movimentar valores para pagamentos, as informações são da coluna Radar On-Line, do site da revista Veja, deste sábado (14). Eduardo Cunha teria acordado pagamento de R$ 900 mil aos defensores. De acordo com a revista, está devendo R$ 300 mil para um deles, e R$ 250 mil a outro. Cunha está preso preventivamente desde outubro, por decisão do juiz federal Sérgio Moro.

Outro fator determinante foi a operação da Polícia Federal que teve como alvo o ex-ministro Geddel Vieira Lima que se baseou justamente em informações obtidas em celular encontrado na então residência oficial de Cunha. Interlocutores destacam que o farto material obtido no aparelho é apenas uma mostra do explosivo arquivo em posse de Cunha. Fontes também reforçam que a operação desta sexta-feira pode ter precipitado as negociações sobre a delação. A pressão sobre o ex-deputado teria aumentado sobretudo pela possibilidade de, contando o que sabe, poder diminuir as consequências jurídicas que pesam sobre ele.

A operação de sexta-feira investiga um esquema de fraudes na liberação de créditos junto à Caixa Econômica entre 2011 e 2013. À época, Geddel era vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa. De acordo com a PF, Geddel atuou em conjunto com Eduardo Cunha (PMDB), Fábio Cleto (então vice-presidente da Caixa) e o doleiro Lúcio Funaro para beneficiar empresas. Dentre as empresas citadas como beneficiárias do esquema estão o grupo J&F, a BR Vias (pertencente ao Grupo Constantino e alvo da Operação Lava Jato), a Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários, Digibrás, Inepar, Grupo Bertin, entre outras. Em troca, elas pagavam propinas. A informação consta no despacho do juiz Vallisney de Souza Lima, que autorizou a operação.

 

Pra distrair

Uma das obras com a participação essencial da Camargo Correia foi a construção de Jirau orçada no inicio por cerca de R$ 9 bilhões foi para R$ 17,4 bilhões. Essa diferença, de R$ 8,4 bilhões, comprometeu de forma expressiva o retorno do empreendimento. Levando o circo aos trabalhadores teve até performance de Rita Cadilac, no Natal de 2009 para os operários de Jirau, sorteio de motos e brindes.

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