Bolsonaro sobe para 31%, mas vantagem sobre Haddad cai 7 pontos, diz pesquisa

Levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra tendência mais clara de segundo turno entre deputado e ex-prefeito paulistano

 

Com portal Inforway

 

A menos de duas semanas do primeiro turno, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) voltaram a crescer na corrida presidencial, em um cenário que indica crescentes chances de os dois se enfrentarem no segundo turno. Segundo levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas, por encomenda da Empiricus Research, entre os dias 23 e 25 de setembro, o parlamentar chegou a 31,2% das intenções de voto, ante 26,6% registrados duas semanas atrás. Já o petista foi de 8,3% para 20,2% no período, confirmando a rápida herança de votos do lulismo e reduzindo de 18,3 p.p. para 11 p.p. a distância para o líder na corrida. A margem de erro máxima da pesquisa é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

 

Com o crescimento observado nesta pesquisa, Bolsonaro e Haddad abrem distância ainda maior sobre outros presidenciáveis. Em outro pelotão, aparecem o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), com 10,1%, ante 11,9% registrados na semana anterior, e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), que foi de 8,7% para 7,6%. Os movimentos se deram dentro da margem de erro. Ciro e Alckmin estão tecnicamente empatados e são seguidos pela ex-senadora Marina Silva (Rede), que caiu de 10,6% para 4,3%. A candidata está em situação de empate técnico com Alckmin.

 

O empresário João Amoêdo (Novo) tem 3,8% das intenções de voto, ante 3,3% registrados na semana anterior. Já o senador Álvaro Dias (Podemos) foi de 3,7% para 1,9%. O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) aparece com 1,3%, ante 2,4% há duas semanas. Pela margem de erro, todos esses candidatos estão tecnicamente empatados com Marina Silva. No caso de Amoêdo, também há empate técnico com Alckmin, perto do limite da margem. Votos em branco, nulos e indecisos somavam 21,8% do eleitorado, e agora são 18,2%, de acordo com o levantamento.

Veja a evolução nas intenções de voto da pesquisa Empiricus/Paraná:


Candidato(a) 12 de setembro 26 de setembro


Jair Bolsonaro (PSL) 26,6% 31,2%


Fernando Haddad (PT) 8,3% 20,2%


Ciro Gomes (PDT) 11,9% 10,1%


Geraldo Alckmin (PSDB) 8,7% 7,6%


Marina Silva (Rede) 10,6% 4,3%


João Amoêdo (Novo) 3,3% 3,8%


Álvaro Dias (Podemos) 3,7% 1,9%


Henrique Meirelles (MDB) 2,4% 1,3%


Nenhum 16,0% 11,9%


Não sabe 5,8% 6,3%

 

Foram feitas cinco simulações de segundo turno nesta pesquisa. Em disputa entre Bolsonaro e Haddad, o deputado aparece à frente com 44,3% das intenções de voto, contra 39,4% do ex-prefeito. Brancos, nulos e indecisos somam 16,4%.

 

Caso Bolsonaro e Ciro Gomes se enfrentem, o cenário é de empate técnico, com o pedetista numericamente à frente com 43,2% das intenções de voto, contra 41,6% do parlamentar. Brancos, nulos e indecisos somam 15,2% do eleitorado.

 

Em eventual disputa entre Bolsonaro e Alckmin, o deputado tem 42,1% de apoio, contra 38,2% do tucano. O grupo dos "não voto" soma 19,7%.

 

Entre Haddad e Ciro, o pedetista aparece à frente por 38,2% a 32,4%. Brancos, nulos e indecisos somam 29,5%.

 

Se Haddad e Alckmin se enfrentassem, o cenário seria de empate técnico, com o petista numericamente à frente com 36,3% das intenções de voto, contra 35,8% para o tucano. O grupo dos "não voto" soma 27,9%.

 

O levantamento também testou a rejeição aos candidatos:


Candidato(a) 12 de setembro 26 de setembro


Jair Bolsonaro (PSL) 53,2% 51,8%


Fernando Haddad (PT) 62,6% 57,6%


Ciro Gomes (PDT) 52,0% 51,9%


Geraldo Alckmin (PSDB) 60,3% 59,3%

 

A pesquisa, registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-03512/2018, foi feita entre os dias 23 e 25 de setembro e contou com 2.020 entrevistas, com amostra representativa do eleitorado do território nacional brasileiro. A margem máxima de erro é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. O nível de confiança estimado é de 95%, o que significa que, se o questionário fosse aplicado mais de uma vez no mesmo período e sob mesmas condições, esta seria a chance de o resultado se repetir dentro da margem de erro.

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