Ministro Barroso empunha a espada da justiça

Relator do inquérito que investiga o presidente Michel Temer no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Luís Roberto Barroso já protagonizou 3 embates envolvendo o emedebista em 2018. E ao que tudo indica vem mais decisões que não agradarão a  tropa do Planalto

 

Por Antônio Coelho de Carvalho

 

O Ministro Luiz Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal (STF), empunhou a espada da justiça, ele vem trazendo muita preocupação para o presidente Michel Temer (MDB),  e outros, devedores,  primeiro ele vetou a indulto de natal em que o presidente pretendia dar aos condenados e presos por corrupção e outras benesses, como redução de pena o não pagamento de multas. Depois ele convocou o ex-diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, que a época se comprometeu a não fazer mais qualquer manifestação pública sobre as investigações contra o presidente Michel Temer (MDB). Em outra decisão o Ministro autorizou a quebra dos sigilos bancários, telefônico e telemático dos suspeitos de serem intermediários de propina para Presidente Temer.

 

A acertada decisão do Ministro  do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Roberto Barroso em  deixar de fora do indulto natalino assinado por decreto do presidente Michel Temer, os chamados crimes do colarinho branco, como corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de dinheiro público (peculato). Evidente que os contrários que poderiam se beneficiar com essa aberração logo colocou seus cães de guarda para ladrarem.

 

O defensor  das causas indefensáveis e ministro da Secretaria de Governo, deputado Carlos Marun, (MDB-MT), mais uma vez escreve outra pagina obscura em sua biografia política. Como aquela em que ele defendeu até o ultimo suspiro o condenado e presidiário Eduardo Cunha (MDB-RJ), um dos que poderia ser beneficiado com o indulto. Assim como ele  junta-se a "causa" a Advocacia Geral da União (AGU), que na pessoa de sua advogada-geral, e filiada no PSDB de Brasilia há mais de 20 anos,  Grace Mendonça, a defender que o Supremo paute o tema, para rever os vetos do ministro Barroso ao indulto proposto presidente Michel Temer.

 

Com uma canetada a ex-presidente Dilma em março de 2016, com base no decreto de indulto natalino, assinado em dezembro de 2015, concedeu indulto a seis condenados no Mensalão. Os beneficiados foram os ex-deputados federais Roberto Jefferson, Pedro Henry, Romeu Queiroz e Carlos Alberto Rodrigues Pinto, além de Vinicius Samarane, ex-diretor do Banco Rural, e Rogério Tolentino, ex-advogado do publicitário Marcos Valério. Todos tiveram a punição extinta.

Os constantes episódios de corrupções crimes do colarinho branco, lavagem de dinheiro e desvio de dinheiro público (peculato), enriquecimento ilícito e outras modalidades de crimes não podem ser atenuados por indulto.  Crimes abomináveis como esses, deveriam sim ter penas maiores, uma vez que rouba também o futuro.  Defender esse indulto como foi proposto é decretar que o crime compensa.  

 

Nas redes sociais, promotores da Força-Tarefa da Lava Jato fizeram graves críticas ao indulto assinado por Temer. O promotor Deltan Dallagnol escreveu no Facebook que "Temer prepara uma saída para si (se condenado) e para outros réus da Lava Jato: agora, corruptos no Brasil cumprirão apenas 1/5 da pena e serão completamente indultados (perdoados), como regra geral".  Segundo Dallagnol, o decreto de indulto ignorou a manifestação do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, do Ministério Público, da Força-Tarefa da Lava Jato e da Transparência Internacional. "É um feirão de Natal para corruptos: pratique corrupção e arque com só 20% das consequências - isso quando pagar pelo crime, porque a regra é a impunidade", disse o promotor.

 

O que alivia é que ainda não perdemos a capacidade de nos indignar, como aconteceu com assassinato da vereadora Marielle e seu motorista Anderson Gomes no Rio de Janeiro, quando a população foi as ruas em vários estados. Estamos imerso em uma grande crise moral e ética, não só na sociedade, mas em nossas instituições. Ao que  parece demonstrar que o povo brasileiro vive num enorme carnaval de bandalheiras, numa incessante libertinagem de falcatruas que se repetem de tal constância que, parece fazer parte do cotidiano e que muitos esquecem devido a grande quantidade.  e  que precisa ser extirpado pois seus efeito sociais e econômico são nefastos a sociedade.

 

Entendo que os recursos da AGU, sejam canalizados para outros interesses da República,  ao defender esse indulto, a entidade e outros interessados, em nossa opinião está na contramão dos esforços empreendido pela sociedade brasileira, assim como outras muitas instituições no enfrentamento da corrupção, contra a impunidade e conseqüentemente no melhoramento das instituições. Posto que a sociedade esta a olhar para os acontecimentos, e espera na espada da justiça sua guardiã a defende-las.

 

Antônio Coelho de Carvalho é jornalista

Avalie este item
(1 Voto)

Mais notícias - Opinião

Cidades

    Política

      Tocantins

        Brasil

          Tocantins

            Opinião

              Topo