Estudantes e comunidade quilombola Barra do Aroeira recebem orientações sobre raiva dos herbívoros

Também nesta semana as equipes de controle da raiva dos herbívoros farão um trabalho de monitoramento de abrigos, capturas de morcegos hematófagos e atendimento a produtores rurais nos municípios de Santa Tereza do Tocantins, Mateiros e Rio Sono.

 

Por Welcton de Oliveira

 

Com o objetivo de promover ações de conscientização sobre a raiva dos herbívoros, a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) promoveu nesta terça-feira, 21, em escolas municipais e estadual, na cidade de Santa Tereza do Tocantins e na comunidade quilombola Barra do Aroeira, a 2ª edição do projeto dia “D” contra a raiva. Cerca de 500 alunos escolas acompanharam as palestras.


O responsável pelo Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros, José Emerson Cavalcante ministrou palestra na escola municipal Francisco Souza barros para alunos do 3º ao 7º ano, e apresentou a eles, o que é a raiva, as formas de transmissão da doença, os sintomas, o sistema de controle e alertou os estudantes sobre os riscos de contaminação aos humanos. “A raiva é uma zoonose, ou seja, ela pode ser transmitida ao homem por meio do contato com animais infectados, ou mesmo por sugadura do morcego hematófago, principal transmissor da doença”, disse ele.


Sobre os sintomas, o inspetor de defesa agropecuária, José Veloso, explicou que o produtor deve observar alguns aspectos do animal antes de ter contato com ele e citou alguns exemplos como: mudanças de comportamento, muita baba, dificuldade para engolir, paralisia dos membros traseiros e perceber se o animal apresenta escoriações de sangue, principalmente no pescoço.


Foram apresentadas aos alunos as três principais espécies de morcegos hematófagos, transmissores da raiva. Segundo José Emerson o Desmodus Rotundus é a espécie mais comum no Tocantins. E acrescentou que cerca de 40 mil bovinos morrem anualmente no Brasil por raiva, causando prejuízos econômicos de aproximadamente R$ 30 milhões de reais.


A estudante Mharyellen Rodrigues de Sá, 13 anos, do 9º ano do Colégio Estadual Manoel Silveira Dourado, disse que seu pai possui propriedade rural no munícipio, e ela quis saber, o que deve ser feito quando uma pessoa contraiu do vírus da raiva. O inspetor de defesa agropecuária Jefferson Pessoa explicou que quando alguém tem qualquer contato com um animal suspeita de raiva deve procurar imediatamente o médico informando o ocorrido para que sejam feitos os primeiros procedimentos e comunicar também a Adapec, que é órgão responsável pelo controle da doença nos herbívoros.


Avaliação Positiva


Paulo Otávio, 10 anos, aluno do 6º ano, da Escola Municipal Francisco Souza Barros disse que as palestras foram importantes porque ele costuma passar os fins de semana na fazenda e agora ele ficou sabendo dos riscos que esta doença pode causar. Já a diretora da escola, Magna Milhomem, avaliou como uma grande oportunidade para tirar dúvidas e prevenir contra a zoonose. E a coordenadora pedagógica do Colégio Estadual Manoel Silveira Dourado, Joselina Morais Xavier, disse que o tema abordado foi relevante para a comunidade escolar destacando a participação interação dos alunos na palestra.


Na Escola Municipal Horácio José Rodrigues, na comunidade quilombola Barra do Aroeira, o assunto chamou tanto a atenção que a  palestra foi transferida para a igreja católica onde foi possível acomodar todos os alunos que acompanharam atentos as explicações da palestrante, Joseane Martins Fernandes. “É uma oportunidade que a escola está tendo de conscientizar e disseminar o conhecimento sobre a raiva para nossos estudantes”, enfatizou o professor Ismar Ramos.


Outras ações


Ainda durante esta terça-feira, a equipe da Adapec esteve em duas propriedades, no município de Santa Tereza para avaliar possíveis focos de raiva. Também nesta semana as equipes de controle da raiva dos herbívoros farão um trabalho de monitoramento de abrigos, capturas de morcegos hematófagos e atendimento a produtores rurais nos municípios de Santa Tereza do Tocantins, Mateiros e Rio Sono.

Avalie este item
(1 Voto)

Mais notícias - Educação e Cultura

Cidades

    Política

      Tocantins

        Brasil

          Tocantins

            Opinião

              Topo