Vereadores são presos em operação contra fraudes em licitações em Porto Nacional

Delegados relatam o modus operante da quadrilha formada por vereadores de Porto Nacional Delegados relatam o modus operante da quadrilha formada por vereadores de Porto Nacional

Polícia Civil cumpre nove mandados de prisão contra vereadores, secretários municipais, empresários e servidores públicos. Há mandatos de busca e apreensão em Porto e Palmas

 

Da Redação

 

Novamente a Câmara de vereadores de Porto Nacional foi alvo de outra operação da Polícia Civil, dessa vez três vereadores e o secretário municipal de Governo de prefeito Joaquim Maia (PDT), foram presos. Ao todo a justiça expediu 8 mandatos de prisão. Foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva, sendo seis em Porto Nacional e dois em Palmas.

 

Os presos foram os vereadores Adael Oliveira Guimarães (PSDB), Emivaldo Pires de Souza (PTB), Jean Carlos da Silva (PV) e o secretário Geylson Neres Gomes (MDB), que também integrava a Câmara e está licenciado e é secretário na atual administração. Sendo que o ex-secretário da atual administração e que também é ex-vereador Fernando Manduca ainda não se apresentou.

 

O objetivo da operação é investigar um processo fraudulento de licitações na Câmara de Vereadores de Porto Nacional. A suspeita da Polícia Civil é que o esquema criminoso supostamente acontecia desde 2013, com um prejuízo para os cofres públicos.

 

A polícia informou que também cumpriu mandados de prisão contra um ex-vereador que teve o mandato cassado; dois servidores da Câmara, além de um empresário do ramo de informática.

 

Segundo as investigações o suposto esquema de fraudes em licitação na Câmara de Vereadores de Porto Nacional, que já vinha sendo investigado  a principio envolveria três pessoas da mesma família e um amigo, essa  operação foi batizada de "Negócios de Família".  A organização teria montado  empresas com o intuito de fraudar  as licitações.  Essas empresas já movimentaram mais de 700 mil reais atuando diversas áreas como em contratação de shows, aluguel de tendas, fornecimento de equipamentos e acessórios de informática, obras de engenharia e alvenaria e até confecção de sites.

 

A defesa dos parlamentares informou que por enquanto não irá se manifestar porque não teve acesso ao processo. A assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores informou que hoje seria realizada uma sessão extraordinária para votação da Lei Orçamentária Anual (LOA), mas que por causa da operação, foi adiada. Informou ainda que posteriormente irá se posicionar sobre a operação.

 

A prefeitura informou que a operação investiga a Câmara de Vereadores de Porto Nacional e não diz respeito à Prefeitura e que Geylson Neres é investigado por sua atuação como vereador e não como secretário.

 

“O grupo possuía quatro empresas com o objetivo supostamente de fraudar o caráter competitivo, participando das licitações de equipamentos de informática e de telefonia. Na ocasião, eles provavelmente combinavam os preços para sagrar-se vencedores nas licitações”, afirmou o delegado Wagner Siqueira.

 

Também são cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Porto Nacional e em Palmas.

 

Com informações do G1 e redação

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