Vistoria do MP encontra drogas, celulares e dinheiro em cadeias do Rio

Em março, R$ 12 mil estavam na Cadeia Pública Bandeira Stampa. RJ pode receber traficantes perigosos após pedido da Defensoria da União ao STF

 

Com Agência

Imagens jornal O Globo

 

No Rio de Janeiro , uma vistoria do Ministério Público encontrou drogas, celulares e dinheiro no maior complexo penitenciário do estado.

 

Complexo penitenciário de Bangu, no Rio. No local, estão 30 mil detentos em 21 presídios. Um deles é o Instituto Penal Benjamin de Moraes Filho, com 950 presos. A penitenciária conta com detectores de metal e até um scanner corporal para controlar o que entra nas celas. Mas, segundo reportagem do jornal O Globo, uma vistoria feita pelo Ministério Público encontrou nove celulares, dezenas de chips e carregadores e ainda maconha, cocaína, uma balança para pesar drogas e dinheiro.

Imagem do jornal O Globo

 

Apreensões comuns nas vistorias. Doze mil reais foram encontrados em março na cadeia pública Bandeira Stampa.

 

No presídio vizinho, as grades não barraram a entrada de macarronada, frango, rabanada, bebidas. E a ceia farta foi registrada pelos próprios presos com celulares. Tudo isso, apesar de a Secretaria de Administração Penitenciária dizer que faz inspeções diárias nos presídios do Rio.


As apreensões mostram que nos presídios do Rio, as celas funcionam como centrais do crime, e é de onde muitas vezes saem as ordens para a quadrilha que agem do lado de fora. E esses presídios - com falhas na segurança- podem receber presos perigosos que hoje cumprem pena nos presídios federais.

 

Esta semana, a defensoria Pública da União pediu ao Supremo Tribunal Federal que os presos há mais de dois anos em presídios federais voltem para as cadeias estaduais.

 

O Rio de Janeiro receberia pelo menos 55 criminosos como o traficante Fernandinho Beira Mar, Elias Maluco, que matou o jornalista Tim Lopes, e Antonio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha.

 

Neste sábado (30), o procurador-geral de Justiça do Rio divulgou uma nota criticando o pedido. Eduardo Gussem escreveu que a medida é um despropósito, que está totalmente dissociada da realidade do estado. E que os chefes das facções criminosas não podem ser tratados da mesma forma que criminosos comuns.

 

“Anda é muito falho o sistema prisional do Rio de Janeiro. Líderes de facções criminosas no sistema penitenciário do Rio de Janeiro conseguem comunicação com o mundo externo, conseguem receber coisas que não deveriam entrar, então, é extremamente perigoso receber de volta esses líderes de facções criminosas”, destaca Breno Melaragno, presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB-RJ.

Avalie este item
(0 votos)

Mais notícias - Brasil

Cidades

    Política

      Tocantins

        Brasil

          Tocantins

            Opinião

              Topo