PGR pede ao STF as prisões de Milton Lyra Filho e Paulo Preto

Raquel Dodge rebate argumentos apresentados em habeas corpus dede Milton Lyra Filho, (foto) citando cumprimento de requisitos constitucionais para a prisão preventiva Raquel Dodge rebate argumentos apresentados em habeas corpus dede Milton Lyra Filho, (foto) citando cumprimento de requisitos constitucionais para a prisão preventiva

Lyra é lobista ligado a Renan Calheiros foi alvo da 35ª fase da Lava Jato, já Paulo Vieira de Souza, o “Paulo Preto é suposto operador do PSDB”

 

Com Agências

 

Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (11), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defende a manutenção da prisão preventiva do empresário Milton de Oliveira Lyra Filho. A PGR sustenta que todos os requisitos constitucionais e previstos no artigo 313 do Código de Processo Penal - que autorizam a prisão preventiva - foram respeitados no caso do empresário. Dodge salienta que a prisão de Lyra e de outros investigados foi baseada nas provas obtidas no âmbito da Operação Rizoma, e foram pedidas para “assegurar a ordem pública, a aplicação da lei penal, além de resguardar a investigação criminal”.

 

A PGR enfatiza que a prisão de Milton Lyra se deu em virtude dos desdobramentos das operações Calicute, Eficiência e Hic et Ubique e de investigações do MPF e da Receita Federal que focaram nas atuações da organização criminosa. O grupo praticou crimes contra o sistema financeiro nacional, evasão de divisas, lavagem de dinheiro – inclusive em outros países – e corrupção. Segundo a PGR, havia integrantes da organização criminosa responsáveis por apagar os rastros das práticas ilícitas.

 

A decisão da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, que apontou dez movimentações financeiras feitas por Milton Lyra totalizando US$ 1 milhão, também foi citada pela PGR na manifestação enviada ao STF. Raquel Dodge ressalta que o valor foi entregue em empresas das quais Lyra era sócio, em São Paulo. Foram mencionadas outras movimentações, realizadas entre 2010 e 2014, superando a cifra de R$ 14 milhões. A peça aponta inconsistências e omissões nas declarações do imposto de renda do empresário. “As medidas cautelares penais estão fundadas em vastos elementos de provas, e não apenas nas declarações do colaborador, como querem fazer crer os impetrantes”, ressalta a PGR na manifestação.

 

Raquel Dodge chama a atenção para o fato de que Milton Lyra e os demais investigados na Operação Rizoma atuam no mercado financeiro e de câmbio e têm plenos domínios para ocultar o patrimônio que obtiveram por meio de práticas criminosas. A PGR diz, também, que as investigações estão em curso e apontam alta probabilidade de que a lavagem de dinheiro pela organização criminosa ainda ocorra, e, por isso, a manutenção da prisão de Milton Lyra é fundamental para que o esquema fraudulento seja desarticulado.

 

Pedida nova prisão de Paulo Preto

 

O Ministério Público Federal (MPF) requereu à Justiça Federal de São Paulo que decrete nova prisão preventiva do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o "Paulo Preto", suposto operador do PSDB.

 

O Ministério Público Federal (MPF) paulista fez um novo pedido de prisão, na tarde desta segunda-feira, do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, e que é suspeito de ser operador de propinas do PSDB.

 

O MPF argumentou que Paulo Preto faltou a audiência marcada para esta tarde na 5ª Vara Federal de São Paulo. A defesa do acusado, no entanto, alegou que a sessão estava suspensa até que a juíza Maria Isabel do Prado, que acompanha o caso na primeira instância, se manifestasse sobre a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a soltura de Paulo Preto na semana passada.

 

Ex-diretor da Dersa, Paulo Preto é alvo de denúncia contra por desvio de R$ 7,7 milhões, entre 2009 e 2011, durante o governo de José Serra (PSDB). Em 20 de abril, Gilmar tinha negado outro pedido de liberdade de Paulo Preto.

 

O ex-diretor da Dersa foi acusado de incluir 1,8 mil falsos beneficiários de desapropriações em função das obras do trecho Sul do Rodoanel, da Avenida Jacu-Pêssego e das obras de ampliação da Marginal Tietê. As atividades de Paulo Preto junto às construtoras que venciam licitações em obras viárias no estado foram relatadas na delação de Adir Assad, antigo operador de propina em esquema de lavagem de dinheiro.



 

 

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