Laudo do IML conclui que deputado Paulo Maluf pode cumprir pena na prisão

Relatório aponta que Paulo Maluf pode cumprir prisão em casa Relatório aponta que Paulo Maluf pode cumprir prisão em casa Foto: Agência Brasil/Janine Moraes

Deputado foi autorizado a cumprir sentença em casa

 

Com Agência Brasil

 

O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que ganhou o direito de cumprir sua pena de prisão em casa na última quarta-feira (28), possui condições de cumprir cumprir pena no presídio da Papuda, em Brasília. A conclusão é de um laudo elaborado pelo Instituto Médico Legal (IML) do Distrito Federal. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil nesta segunda-feira (2).

 

O documento foi pedido pela juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais (VEP), após o parlamentar ser internado em um hospital particular.

 

Segundo o relatório, Maluf foi “internado com quadro de orteoartrose avançada em coluna lombar, a qual não se configura doença grave, e, no momento, com quadro de lombociatalgia agudizada limitando deambulação, com previsão de alta após melhora do quadro álgico. Poderá cumprir pena em estabelecimento prisional após alta hospitalar, mantendo acompanhamento ambulatorial especializado conforme consta na discussão”.

 

Em um ofício enviado ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), a magistrada questiona o fato de Maluf ter sido levado a um hospital particular em vez de uma unidade pública. Ela também questiona se houve autorização para que Maluf fosse levado para sua casa em São Paulo.

 

Além disso, Leila Cury ainda diz que, “por não ter comparecido à audiência admonitória, Paulo Salim Maluf não foi advertido das condições em que deveria cumprir a respectiva pena na modalidade autorizada liminarmente por Vossa Excelência e, assim, restou impedida a efetiva fiscalização, por esta VEP/DF, por meio da colocação de tornozeleira eletrônica”

 

Paulo Maluf se entregou à Polícia no dia 20 de dezembro, após o ministro do STF, Edson Fachin, determinar que o deputado cumprisse sua pena de sete anos, nove meses e dez dias de prisão. O parlamentar foi condenado pelo Supremo em maio do ano passado pelo crime de lavagem de dinheiro. A Corte também determinou a perda do mandato parlamentar e o pagamento de uma multa de R$ 1,3 milhão.

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